Tanto tempo sem nos ver. pequenas discussões e chegamos lá. Torneiras ligadas, e strip pra começar. Beijo, cheiros... rola na cama e nunca diz nada. nada. Respiração e a água jorrando. testa a água. morna. deita, se molha, te desejo, me deseje... Gustavo. Gustavo, Gustavo, Gustavo! O que esse nome faz nos meus pensamentos? Não conheço nenhum Gustavo. Não é ele que me penetra quase ferozmente e me deseja calado. Sem elogios, sacanagem ou juras de amor. Simplesmente calado.
Relato da Renata C. em 12/18/2004 02:04:00 PM
Foi-se o tempo que a sacanagem acontecia quase diariamente. Eu e Alice estamos em fases no mínimo, complicadas de nossas existências.
Mas a sorte é que olhamos a quanto tempo não postávamos e, surpresa!
Temos ainda muita coisa acumulada. Por que os cães ladram mas, a caravana passa.
Relato da Beatriz e Alice em 10/05/2004 10:16:00 PM
sem festa
A luz baixa, um copo de cerveja na mão. A banda tocava um jazz, e eu, nada para fazer, procurava por ele ? casaco vermelho, com zíper.
O som do baixo, e eu. Ali. Ele está ali descendo a escada. Vou, no ritmo da música.
- Quer um gole?
- Não fica muito perto de mim.
- Por que?
- Por que você sabe que eu não posso te beijar aqui.
- Tudo bem. Dança comigo?
- Fica ali, com os seus setenta amigos. Daqui a pouco eu apareço.
Um solo de sax. A galera esquenta. Alguém tira o cigarro da minha mão. Olho.É ele.
- Você não fuma.
- Só quero um trago.
- Já deu o trago. Devolve que eu preciso dançar com meus setenta amigos.
- Vem aqui.
Proposta no ouvido. Duas sombras passeando pelos corredores, procurando um lugar. Um lance de escadas, uma porta.
- Vai tirar minha calça aqui?
- Você já tá com a mão dentro da minha calcinha.
- Mas você está de saia.
- Tudo bem. Não tiro teu cinto.
- Tira sim.
A banda pára. Aplausos abafados.
Relato da Beatriz H. em 6/15/2004 08:36:00 PM
Ele reclamou de pudores. Mas que pudores? Fui parar na cama dele na segunda vez que nos encontramos e só por que quando fui tomar banho me enrolei na toalha eu tenho pudores?
Todo mundo se enrola na tolha, mesmo quando tá sozinho em casa. Ninguém fica passeando pelado com a toalha na mão, né?
Relato da Beatriz H. em 6/11/2004 03:32:00 PM
Mas não me beije com essa boca de bom moço...
Estranho esse negócio de beijar alguém que você sabia que ia beijar um dia mas sabia também que não era aquela hora. Cria-se uma puta expectativa.
Dia desses aconteceu. Já tínhamos ficados sozinhos várias vezes, mas o beijo nunca tinha rolado. Tinha quase, várias vezes. E o cara é um gentleman, um cavalheiro louco, não dava para prever que tipo de coisa iria sair dali.
- Eu vou pra casa.
- Te levo.
- Não precisa, eu pego um táxi.
- Faço questão.
Então tá. Vamos. Frio na barriga, quase dói.
- Minha casa é aquela ali, portão verde, do lado da placa.
Nessas horas não dá vontade de amarelar? Sair correndo, adiar?
- Então, tchau.
- Tchau.
E fala tchau me pegando pela cintura e me olhando no olho. Porra, tocou o alerta, agora, não adianta querer sair. Quando isso acontece, eu fico logo com um puta frio na nuca. Frio mesmo.
- ...
- ...
Beijo. Que beijo. Mas no início, meio vacilante. No início, aquele acerto de contas entre as bocas. Tesão.
Não precisa me beijar com essa boca de bom moço, pode vir.
E esqueci minhas meias do lado da cama dele.
Relato da Beatriz H. em 6/08/2004 11:12:00 AM
Pro meu retorno.
Não sei, não. Mas acho que não consigo ser fiel. Simplesmente não dá. Na verdade, acontece que tantas pessoas bonitas, interessantes, agradáveis, tanto amor eu tenho por elas (e tesão por algumas também), que se torna quase impossível me dedicar somente a uma pessoa. Essa coisa de traição, aliás, é super relativa. Porque na minha concepção, traição é uma palavra muito forte. Acho que seria talvez uma infidelidade, isso de estar com alguém mais ou menos seriamente e ficar (leia-se beijar ou até "algo mais") com outra pessoa. E fidelidade, amigo, em especial devemos a nós mesmos. É uma questão de escolha e sentimento. Porque eu acho, sim, que um dia vou ser capaz de ser fiel. Mas isso só vai acontecer quando eu sentir vontade de ser, quando a pessoa com quem eu estiver me inspirar esse tipo de sentimento, que será, talvez,uma necessidade tão grande quanto a que eu tenho hoje de conhecer novas bocas, novas idéias, novos corpos e mentes. Por enquanto vou tentando deixar claro pra quem se envonlve comigo que não deve esperar exclusividade e vou não sendo exclusiva. Mas um dia sei que não terei mais essa necessidade, assim como já não tive um dia.
E você, é fiel a quem?
Relato da Alice em 6/01/2004 04:37:00 PM
Tenha a dor. Mas não. Prefere não ter nada. Enfim, apenas querer, mais uma vez. O desejo é a mais infantil das manifestações.
Você aparece na minha vida de balão, patins, e às vezes, de veleiro. Nunca marca hora ou diz que vem. A dúvida é : Vem por acaso, ou se surpreende tanto quanto eu? Quando abre os olhos na minha cama, vê que sou eu. Mas esquece como chegou. Não existe saudade ou melancolia na tua partida. Ela é anunciada, e você sempre vai a pé.
Relato da Beatriz H. em 5/03/2004 01:48:00 PM